Astrônomos descobrem que a Via Láctea tem sabor framboesa

por Calebe Santos .

Astrônomos, que estudaram uma gigante nuvem de poeira estelar, no coração da Via Láctea, acreditam que a estrutura pode ter gosto de framboesa.
Cientistas do Instituto Max Planck de Radio Astronomia, em Bonn, na Alemanha, estavam procurando por evidências da existência de aminoácidos no espaço. Os aminoácidos são a forma básica pela qual a vida é criada.

No entanto, mesmo falhando em localizar os aminoácidos, eles encontraram uma substância parecida com o metanoato de etila, o responsável químico pelo sabor das framboesas.

Os astrônomos usaram o telescópio IRAM, na Espanha, para analisar a radiação emitida por uma região densa e quente de Sagitário, que cerca uma estrela recém nascida. A radiação da estrela é absorvida pelas moléculas que flutuam pela nuvem de gás que, então, emite novamente diferentes energias, dependendo da molécula.

Mas esta é uma parte da galáxia que você não vai querer lamber; assim como encontraram a substância do gosto de framboesa, os cientistas descobriram evidências da presença de cianeto de propila, uma substância letal, na mesma nuvem. As duas moléculas são as maiores descobertas no espaço aberto.

O astrônomo Arnauld Belloche brinca: “o metanoato de etila realmente é o responsável pelo gosto de framboesa. Mas apenas a presença dele em uma nuvem não faz com que seja possível a existência de framboesas espaciais. Precisa-se de mais substâncias”.



No ano passado, a mesma equipe de cientistas chegou perto de descobrir aminoácidos no espaço – eles descobriram uma molécula usada para “fazê-los”, chamada amino-acetonitrila. Anteriormente, eles também descobriram mais moléculas espaciais, como álcool, ácidos e aldeídos.

[Telegraph]

Robô cientista faz descoberta sem ajuda de humanos

por Calebe Santos .

Adam (ao fundo) é bem diferente de seus dois colegas de jaleco branco.
Os cientistas criaram um colega ideal. Um robô, batizado de Adam, que consegue realizar os mesmos experimentos, repetidamente. E, aparentemente, esse não é o único mérito da máquina: é o primeiro robô que, de forma independente, descobriu algo considerado “conhecimento científico”.

De acordo com seus criadores, Adam já descobriu o papel de vários genes do DNA da levedura. Além disso, ele consegue planejar, com antecedência, experimentos que provem suas próprias conclusões.

Ross King, professor da Universidade de Aberystwyth, que liderou o desenvolvimento do robô, disse esperar que projetos como o Adam dêem aos cientistas humanos mais tempo para se preocupar com pesquisas mais significativas, que necessitem de mais esforço.

“O Adam ainda é apenas um protótipo, mas acredito que ele estará, daqui a dez ou quinze anos, trabalhando em laboratórios pelo mundo” declarou King.

Atualmente, o Adam pode realizar mil experimentos por dia, e foi desenvolvido para identificar a função de cada gene nas células de levedura. Até agora, já descobriu o papel de 12 genes.

“Quando seqüenciamos os genes da levedura, que são seis mil, sabemos quais são seus componentes, mas não sabemos qual é a tarefa de cada um” explica King.

O robô conseguiu descobrir o papel desses 12 genes observando a levedura enquanto ela crescia. Então, ele combinou essa informação com o que era sabido sobre a levedura e seus genes – e conseguiu determinar quais deles causam o crescimento da planta.

Duc Pham, da Universidade de Cardiff, declara que o robô é um projeto muito inteligente, mas funciona apenas como um assistente de laboratório. “Ainda vai levar muito tempo para que os robôs possam substituir os humanos dentro de um laboratório” explica.

Fonte:
BBC