Continua experimento com laser gigante que criará uma 'estrela na Terra'.

por Calebe Santos .

Cientistas estadunidenses terminaram o projeto que visa reproduzir, aqui, na Terra, as condições do “coração” do Sol.
O projeto, chamado National Ignition Facility (NIF), foi desenvolvido para mostrar que é possível usar a fusão nuclear para produzir uma quantidade de energia limpa abundante. O laboratório iniciará o processo “mirando” 192 armas laser potentes em um recipiente pequeno de combustível de hidrogênio.

Para que seja considerado um sucesso, o experimento precisa provar que é possível retirar mais energia do “resultado” do que a necessária para produzi-lo.

O professor Mike Dunne, pesquisador britânico que planeja desenvolver um projeto similar no Reino Unido, diz que, se o evento americano funcionar, será um marco enorme na questão da produção de energia. “Marcaria a transição da fusão a laser de simples teoria física para modo de produção de energia limpa” explica.

O NIF está localizado na Califórnia e contém o laser mais poderoso do mundo. Demorou 12 anos apenas para construir essa parte do projeto.

“Nós estamos bem encaminhados e creio que conseguiremos cumprir nosso objetivo: produzir energia através de fusão nuclear, controlada e dentro de um laboratório” declara Ed Moses, diretor no NIF.

Os experimentos começarão em junho desse ano, mas os resultados mais significativos são esperados apenas para 2012. “Nós ainda temos muitas coisas a fazer e mais coisas ainda a aprender” explica Moses.

A fusão nuclear é considerada o “Santo Graal” da produção de energia, já que seria uma fonte inesgotável e, teoricamente, é limpa, não prejudicaria o meio-ambiente. O desafio de produzir um reator de fusão nuclear, no entanto, tem atraído e decepcionado inúmeros cientistas com o passar dos anos. Agora, no entanto, eles acreditam estar se aproximando de seus objetivos.

“Estamos, agora, perto de comprovar e de concluir 50 anos de estudo e esforço” afirma Mike Dunne.

Há várias instalações ao redor do mundo que tentam fazer o mesmo, produzir energia nuclear limpa. No processo, duas formas mais pesadas de hidrogênio, chamadas de deutério e trítio, são fundidas para formar hélio. O deutério é facilmente encontrado na água do mar e o trítio é produzido através do lítio, que se encontra em abundância no solo.

Quando o deutério e o trítio são combinados, perde-se uma pequena quantidade de massa e uma quantidade de energia colossal é liberada.




Fonte: BBC

Carregue suas pilhas com energia solar.

por Calebe Santos .


Para recarregar suas pilhas hoje você pode usar o aparelho normal, ligado na tomada. Ultimamente, também, surgiram no mercado aparelhos que usam a energia solar para deixar suas pilhas como novas. Mas este aqui é um pouco diferente e extremamente simples.

De acordo com um novo experimento simples do tipo “como é que eu não pensei nisso antes” é possível acoplar células sensitivas à luz solar na própria pilha. Assim Knut Karlsen criou as baterias SunCat.



As pilhas ficam tomando um banho de sol, como um gato (para quem não sabe “sun” e “cat” são, respectivamente, sol e gato em inglês) e, lentamente, elas são recarregadas.

Com a ajuda de outros cientistas, que estavam trabalhando em células solares flexíveis (dobráveis) e mandaram amostras, Karlsen encapou suas velhas pilhas recarregáveis em células solares.

É importante notar que o “papel solar” de células fotovoltáticas e as pilhas tinham voltagens que combinavam. As pilhas eram avaliadas em 1,5 Volts e o papel em 1,8.



O arranjo resulta em um carregador um pouco fraco, o que não é ideal, mas continua sendo muito conveniente. Afinal, você só precisa largar suas pilhas em um lugar que receba luz do Sol. De acordo com Karlsen, uma segunda versão teria um aparelho eletrônico que diria quando a pilha realmente está carregada, além de alguns capacitores para deixar o processo todo mais eficiente.



Veja aqui o processo completo: 
Bareknut (Em inglês)

Cemitério gera eletricidade na Espanha

por Calebe Santos .

Já vimos maneiras extremamente originais para a geração de energia, mas este é o projeto mais excêntrico contra o aquecimento global até o momento: A cidade espanhola Santa Coloma de Gramenet, próxima de Barcelona, está colocando os mortos para trabalharem.

Como a população de 124 mil pessoas vivendo apinhada em apenas 4 km2 não há campo aberto na cidade para criar uma usina solar, portanto eles utilizaram os topos dos túmulos para colocar painéis solares com células fotovoltáicas para gerar energia. Apenas 5% da área do cemitério já conseguiu abrigar 462 painéis que levam energia suficiente para abastecer 60 casas. Caso a área toda seja coberta é possível que 1.200 residências sejam abastecidas com energia solar.

Um representante da empresa disse que “o melhor tributo que podemos oferecer à nossos ancestrais, de qualquer religião que sejam, é gerar energia limpa para as novas gerações”.

Para combater o efeito estufa estamos até atrapalhando o descanso eterno nestes dias.

Fonte:
Hiffington Post via Gizmodo