Naves com motores ultra rápidos de ‘dobra espacial’ são possiveis

por Calebe Santos .

Na onda do novo filme de “Jornada nas Estrelas”, cientistas declaram que naves com motores de “dobra espacial” podem ser criadas. Físicos da Universidade de Baylor se inspiraram na Enterprise e declararam que viagens espaciais na velocidade da luz são verossímeis e podem ser transformadas de ficção para realidade. Para eles, essa idéia não quebra nenhuma lei física.

Os cientistas acreditam que manipulando o espaço e o tempo ao redor da nave (com uma enorme quantidade de energia), uma bolha seria criada (campo de dobra) e englobaria o veículo. Essa bolha poderia empurrar a nave na velocidade da luz.

Para criar essa bolha, seria necessário manipular energia escura. A energia escura iria impulsionar a nave como impulsionou a expansão do universo no Big Bang. Os pesquisadores compararam esse processo com um surfista pegando uma onda. A nave seria impulsionada pela bolha de energia.

Esse método é baseado em uma teoria chamada Alcubierre Drive – a nave não se moveria. Apenas o espaço se move ao redor dela. Como a nave não se move, esse princípio não viola a teoria da relatividade de Einstein – que diz que uma quantidade infinita de energia seria necessária para mover um objeto na velocidade da luz.

[Scientific Blogging]

Pesadelos fazem bem para você

por Calebe Santos .

Nossos sonhos nos fascinam mas, mesmo com Freud e vários pesquisadores tentando entende-los há décadas ainda estamos meio perdidos na área.
Agora cientistas conseguiram provar que sonhos ruins (e a maior parte de nossos sonhos é ruim) fazem bem para nosso cérebro.

Os sonhos ruins ajudam a processar e a regular as emoções diárias durante o sono, quando os sonhos ocorrem. Esses pesadelos normalmente estão cheios de imagens bizarras e assustadoras, que nos ajudam a nos livrar de medos que sentimos durante o dia.

Mas os pesadelos “benéficos” são diferentes daquele tipo de sonho que nos faz acordar no meio de noite. Esta categoria de pesadelos revelam problemas de processamento de emoções.

De acordo com pesquisas, cerca de 85% das pessoas têm pelo menos um pesadelo durante um ano. Para os cientistas, acordar de um pesadelo é um alívio, mas ele reforça o sentimento de que a ameaça é real. 

[Live Science]

Astrônomos descobrem que a Via Láctea tem sabor framboesa

por Calebe Santos .

Astrônomos, que estudaram uma gigante nuvem de poeira estelar, no coração da Via Láctea, acreditam que a estrutura pode ter gosto de framboesa.
Cientistas do Instituto Max Planck de Radio Astronomia, em Bonn, na Alemanha, estavam procurando por evidências da existência de aminoácidos no espaço. Os aminoácidos são a forma básica pela qual a vida é criada.

No entanto, mesmo falhando em localizar os aminoácidos, eles encontraram uma substância parecida com o metanoato de etila, o responsável químico pelo sabor das framboesas.

Os astrônomos usaram o telescópio IRAM, na Espanha, para analisar a radiação emitida por uma região densa e quente de Sagitário, que cerca uma estrela recém nascida. A radiação da estrela é absorvida pelas moléculas que flutuam pela nuvem de gás que, então, emite novamente diferentes energias, dependendo da molécula.

Mas esta é uma parte da galáxia que você não vai querer lamber; assim como encontraram a substância do gosto de framboesa, os cientistas descobriram evidências da presença de cianeto de propila, uma substância letal, na mesma nuvem. As duas moléculas são as maiores descobertas no espaço aberto.

O astrônomo Arnauld Belloche brinca: “o metanoato de etila realmente é o responsável pelo gosto de framboesa. Mas apenas a presença dele em uma nuvem não faz com que seja possível a existência de framboesas espaciais. Precisa-se de mais substâncias”.



No ano passado, a mesma equipe de cientistas chegou perto de descobrir aminoácidos no espaço – eles descobriram uma molécula usada para “fazê-los”, chamada amino-acetonitrila. Anteriormente, eles também descobriram mais moléculas espaciais, como álcool, ácidos e aldeídos.

[Telegraph]

Robô cientista faz descoberta sem ajuda de humanos

por Calebe Santos .

Adam (ao fundo) é bem diferente de seus dois colegas de jaleco branco.
Os cientistas criaram um colega ideal. Um robô, batizado de Adam, que consegue realizar os mesmos experimentos, repetidamente. E, aparentemente, esse não é o único mérito da máquina: é o primeiro robô que, de forma independente, descobriu algo considerado “conhecimento científico”.

De acordo com seus criadores, Adam já descobriu o papel de vários genes do DNA da levedura. Além disso, ele consegue planejar, com antecedência, experimentos que provem suas próprias conclusões.

Ross King, professor da Universidade de Aberystwyth, que liderou o desenvolvimento do robô, disse esperar que projetos como o Adam dêem aos cientistas humanos mais tempo para se preocupar com pesquisas mais significativas, que necessitem de mais esforço.

“O Adam ainda é apenas um protótipo, mas acredito que ele estará, daqui a dez ou quinze anos, trabalhando em laboratórios pelo mundo” declarou King.

Atualmente, o Adam pode realizar mil experimentos por dia, e foi desenvolvido para identificar a função de cada gene nas células de levedura. Até agora, já descobriu o papel de 12 genes.

“Quando seqüenciamos os genes da levedura, que são seis mil, sabemos quais são seus componentes, mas não sabemos qual é a tarefa de cada um” explica King.

O robô conseguiu descobrir o papel desses 12 genes observando a levedura enquanto ela crescia. Então, ele combinou essa informação com o que era sabido sobre a levedura e seus genes – e conseguiu determinar quais deles causam o crescimento da planta.

Duc Pham, da Universidade de Cardiff, declara que o robô é um projeto muito inteligente, mas funciona apenas como um assistente de laboratório. “Ainda vai levar muito tempo para que os robôs possam substituir os humanos dentro de um laboratório” explica.

Fonte:
BBC

Continua experimento com laser gigante que criará uma 'estrela na Terra'.

por Calebe Santos .

Cientistas estadunidenses terminaram o projeto que visa reproduzir, aqui, na Terra, as condições do “coração” do Sol.
O projeto, chamado National Ignition Facility (NIF), foi desenvolvido para mostrar que é possível usar a fusão nuclear para produzir uma quantidade de energia limpa abundante. O laboratório iniciará o processo “mirando” 192 armas laser potentes em um recipiente pequeno de combustível de hidrogênio.

Para que seja considerado um sucesso, o experimento precisa provar que é possível retirar mais energia do “resultado” do que a necessária para produzi-lo.

O professor Mike Dunne, pesquisador britânico que planeja desenvolver um projeto similar no Reino Unido, diz que, se o evento americano funcionar, será um marco enorme na questão da produção de energia. “Marcaria a transição da fusão a laser de simples teoria física para modo de produção de energia limpa” explica.

O NIF está localizado na Califórnia e contém o laser mais poderoso do mundo. Demorou 12 anos apenas para construir essa parte do projeto.

“Nós estamos bem encaminhados e creio que conseguiremos cumprir nosso objetivo: produzir energia através de fusão nuclear, controlada e dentro de um laboratório” declara Ed Moses, diretor no NIF.

Os experimentos começarão em junho desse ano, mas os resultados mais significativos são esperados apenas para 2012. “Nós ainda temos muitas coisas a fazer e mais coisas ainda a aprender” explica Moses.

A fusão nuclear é considerada o “Santo Graal” da produção de energia, já que seria uma fonte inesgotável e, teoricamente, é limpa, não prejudicaria o meio-ambiente. O desafio de produzir um reator de fusão nuclear, no entanto, tem atraído e decepcionado inúmeros cientistas com o passar dos anos. Agora, no entanto, eles acreditam estar se aproximando de seus objetivos.

“Estamos, agora, perto de comprovar e de concluir 50 anos de estudo e esforço” afirma Mike Dunne.

Há várias instalações ao redor do mundo que tentam fazer o mesmo, produzir energia nuclear limpa. No processo, duas formas mais pesadas de hidrogênio, chamadas de deutério e trítio, são fundidas para formar hélio. O deutério é facilmente encontrado na água do mar e o trítio é produzido através do lítio, que se encontra em abundância no solo.

Quando o deutério e o trítio são combinados, perde-se uma pequena quantidade de massa e uma quantidade de energia colossal é liberada.




Fonte: BBC

Água torna-se explosiva em condições extremas.

por Calebe Santos .

O material mais abundante na Terra mostra algumas propriedades químicas incomuns quando colocado em condições extremas.

Cientistas do Laboratório Nacional Lawrence Livermore mostraram que a água, quando está em um ambiente quente e denso, toma para si um papel que catalisa complexas reações explosivas.

Um catalisador é um composto que torna mais rápida as reações químicas sem ser consumido. A platina e as enzimas são catalisadores comuns. A água, no entanto, raramente assume esse papel. Explosões causadas por hidrogênio e oxigênio produziram água em alta temperatura, sob condições que poderiam acontecer, naturalmente, somente no interior de grandes planetas.

Enquanto as propriedades da água em altas temperaturas e em condições variáveis de pressão estão sendo estudadas há anos, o comportamento do material em condições tão extremas como essa nunca havia sido analisado. Pelo menos até agora.

“Isso tudo foi uma novidade para nós. Mostra que a água pode servir de catalisador no interior de outros planetas e em outras reações explosivas” explica Christine Wu, que coordenou as pesquisas.

As descobertas vão contra a crença de que a água seria apenas um produto de detonação estável.

Para Wu, esse é um mecanismo completamente diferente dos que eram propostos, nos quais a água era apenas um produto final. Essa nova descoberta pode ter um grande impacto em estudos científicos envolvendo Urano e Netuno, já que, em seu interior, a água está em sua forma extrema, assim como na pesquisa.

Fonte: 
Scientific Blogging

Importante marco no teletransporte é alcançado.

por Calebe Santos .



Cientistas se aproximaram um pouco mais da façanha do teletransporte, presente, até hoje, apenas na série “Jornada nas Estrelas”. Informações foram transportadas entre um átomo e outro distantes em um metro.

O próprio Einstein chamou estes estranhos eventos – que podem ser 10 mil vezes mais rápidos que a luz – de “assustadores”, pois não admitia que nada pudesse viajar mais rápido que a luz. Foi uma importante conquista num ramo chamado Processamento de Informações Quânticas, afirmou Christopher Monroe do Joint Quantum Institute, da Universidade de Maryland, que liderou os esforços.

O teletransporte é um método que transporta certas quantidades de informação, como o “spin” de uma partícula ou a polarização de um fóton, de um lugar para o outro sem utilizar nenhum meio físico para tal. Isso já foi conseguido antes entre fótons (quantidade de radiação eletromagnética, como a luz) por distâncias muito longas, e entre dois átomos próximos por meio de uma ação intermediária de um terceiro átomo.

Ao lado uma ilustração do aparato usado para o teletrsnsporte.

Nenhuma dessas conquistas, no entanto, proporcionou meios possíveis de se teletransportar informações por longas distâncias.

Dessa vez, a equipe da JQI, junto com colegas da Universidade de Michigan, conseguiu efetuar o teletransporte de um estado quântico chamado “emaranhamento quântico” diretamente de um átomo para outro a um metro de distância.

“Nossos estudos podem ajudar a criar um computador quântico, extremamente necessário para esse ramo da física”, disse Monroe.
Um computador quântico pode executar certas tarefas, como codificar cálculos e pesquisas de bases de dados gigantes de uma maneira infinitamente mais rápida do que as máquinas normais. O esforço para inventar um modelo de computador como esse é de alto interesse no mundo todo.